quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Vamos rir 07

Depende do tempo

Um português chega a uma "casa de meninas" e pergunta: — Quanto custa uma menina?

— Depende do tempo.

— Bem... Suponhamos que chova.

Olha o Passarinho

Duas loiras estavam andando na rua e uma diz para a outra:
— Olha ali, um passarinho morto.

A outra olha para o céu e pergunta:
— Onde?

Chifre do diabo

O garotinho chega pro pai e diz:

— Paiê... O senhor é o diabo?

— Que é isso meu filho? De onde você tirou essa bobagem?

— É que toda vez que o senhor sai de casa, a mamãe grita para o vizinho:

— Pode entrar que o "chifrudo" saiu!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Curiosidade

Fatos ocorridos no dia 25 de setembro:

- 1513 O explorador espanhol Vasco de Balboa descobriu o Oceano Pacífico.

- 1960 Recenseadores do IBGE encontraram em Ubatuba (SP) índios que nunca tinham tido contato com a civilização e que viviam de caça, pesca e artesanato.

- 2005 O ator Don Adams morreu aos 82 anos, vítima de uma infecção pulmonar. Ele interpretou o famoso Agente 86 no seriado de mesmo nome criado por Mel Brooks.
Fonte: Site Guia dos Curiosos

domingo, 9 de setembro de 2007

O sujeito normal

Caros companheiros, gostaria de compartilhar um texto bem interessante que li recentemento.

Espero que o apreciem.

Uma boa semana a todos.

Normose
Fonte: Martha Medeiros (Jornal Zero Hora - Porto Alegre - 05.08.07)

Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal.

Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.

A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados.

Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for Todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.

A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original.

Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros.

É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.

Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

É ótima a reflexão feita pelo Prof.Hermógenes

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Companheirismo da semana

Datas comemorativas:
01/09 – Comemorações da semana da pátria
02/09 – Dia do repórter fotográfico
05/09 – Dia do oficial de farmácia do Brasil
07/09 – Dia da independência do Brasil
08/09 – Dia universal e dia nacional de alfabetização
08/09 – Dia do médico veterinário
10/09 – Dia da imprensa


Aniversariantes:
06/09 – Aniversário da Dalvair, esposa do companheiro Roberto Rodrigues

domingo, 2 de setembro de 2007

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Aniversário do Rotary Club de Uberlândia 31 de Agosto

Aconteceu, dia 29 de agosto de 2007, a reunião festiva de comemoração dos trinta e dois anos da fundação do Rotary Club de Uberlândia 31 de Agosto.

O evento foi muito extremamente agradável onde os pontos altos foram: a hospitalidade dos companheiros do 31 de Agosto, os convidados ilustres presentes na festa e a farta e ótima comida.

Parabéns Rotary Club de Uberlândia 31 de Agosto, que vocês continuem esse belíssimo trabalho!
























Presença do Companheiro Victorio Capparelli Governador do Distrito 453 do ano rotário 1988/1989 acompanhado de sua esposa Sra Cora Pavan Capparelli.
Para acessar o álbum fotográfico da festa click aqui.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Campanha do Marmitex 2ª Parte

Foi realizada no dia 24 de agosto, na casa da companheira Cleide, a segunda etapa da Campanha do Marmitex. No meio de uma conversa agradável e de um clima de muito companheirismo, foram confeccionadas e distribuídas 48 refeições. Ao todo, a Campanha do Rotary Club de Uberlândia Cidade Jardim já distribuiu, durante as madrugadas da cidade, 85 refeições para os moradores de rua e outros necessitados.

Em breve teremos a terceira parte da campanha. Aguardem.



















Para ver mais fotos da campanha, click aqui.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Vamos rir 06

Assalto Nipônico
A polícia está dando a maior batida por conta de um assalto ocorrido no banco, quando param uma Kombi cheia de japoneses.

- Desce todo mundo! - ordena o policial.
- Mãos na cabeça! Eles obedecem em silêncio.
- Agora um por um, vai falando o nome - torna o policial.
E eles:
- Sartamo Obanko.
- Matamo Okasha.
- Kontiro Nosako.
- Katamo Osnique.
- Saimo Koreno.
- Fugimo Nakombi.
- Osguarda Pararo.
- Tomamo Noku.

Pesquisa Fracassada
ONU resolveu fazer uma pesquisa em todo o mundo.

Enviou uma carta para o representante de cada país com a pergunta: "Por favor, diga honestamente qual é a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo".

A pesquisa foi um grande fracasso. Sabe por quê?

Todos os países europeus não entenderam o que era "escassez".

Os africanos não sabiam o que era "alimento".

Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre o que era "opinião".

Os argentinos mal sabem o significado de "por favor".

Os norte-americanos nem imaginam o que significa "resto do mundo".

O congresso brasileiro está até agora debatendo o que é "honestamente".

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Agradável reunião no dia 22 de agosto

O Rotary Club de Uberlândia Cidade Jardim, na sua reunião de quarta-feira dia 22 de agosto, recebeu a visita do Governador Assistente, companheiro José Alfredo Rossi, e da companheira Márcia, Coordenadora das Casas da Amizade da área IV e membro do Rotary Club Uberlândia. Também esteve presente à reunião, o companheiro Hamilton, presidente do Rotary Club de Uberlândia Sul, o senhor Renato Goulart, Presidente do Conselho Municipal de Segurança Pública e Cidadania de Uberlândia, e a interactiana Mariana do Interact Club de Araguari Envolver.

Foi uma agradável e rica reunião presidida pelo vice-presidente e tesoureiro, companheiro Roberto Rodrigues. O Rotary Club de Uberlândia Cidade Jardim agradece pela visita de todos.
Click aqui para ver todas as fotos da reunião.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Vamos rir 05

Casamento em Crise
Com o casamento em crise, a moça telefona desesperada para a mãe:
— Mamãe, mamãe! Eu e o Paulo tivemos uma briga horrível hoje pela manhã!
— Calma, minha filha, pondera a mãe. Não há nada de errado nisto. Todo casamento tem as suas brigas!
— Eu sei, mamãe, mas e agora? O que é que eu faço com o corpo?

Me Dá um Dinheiro Aí
Passeando com o marido na rua, a mulher lhe pede uma moeda:
— Pra que você quer uma moeda?
— Para dar pra aquele cego ali... Responde ela, apontando um homem maltrapilho, de óculos escuros, sentado na calçada.
— Será que vale a pena?
— Ele me pareceu muito necessitado, pois me implorou: "Pelo amor de Deus, minha bela senhora, me dê uma moedinha!"
— Ele disse "bela senhora"?
— Disse!
— Toma lá, então! — disse o marido, entregando-lhe uma moeda. — Esse homem deve ser cego mesmo!

Pagando pelo Erro
O sujeito chega para o padre e pergunta:
— Padre, o senhor acha correto alguém lucrar com o erro dos outros?
— É claro que não, meu filho!
— Então me devolve a grana que eu lhe paguei para fazer o meu casamento.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Curiosidade

No dia 13 de agosto de 1961, escondidos na madrugada, soldados comunistas começaram a construção do muro de Berlim. O bloqueio pretendia evitar a fuga da população para o lado ocidental da cidade, controlado pelas forças capitalistas americanas.

Fonte: Site Guia dos Curiosos

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Vamos rir 04

Felizes para Sempre
O sujeito chega para a namorada e pergunta:
— Quer se casar comigo?!
Ao que ela responde:
— Não, de jeito nenhum!
E assim, os dois viveram felizes para sempre.

No Dentista
O caipira vai ao dentista:
— Dotô, quanto custa pra arrancá um dente?
— São cem reais!
— Creio em Deus padre! Só pra arrancá um dente?
— Exatamente!
O caipira virou-se para ir embora, mas pensa um pouco, coça o queixo e pergunta:
— E se for só pro senhor deixá ele mei bambinho?

Banho e Barba
De manhã cedinho, o marido senta-se à mesa para tomar o café:
— Ah! Nada como levantar, tomar um banho e fazer a barba! Me sinto dez anos mais jovem!
E a mulher:
— É mesmo, querido? Então por que você não experimenta tomar banho e fazer a barba antes de ir se deitar?

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Clube do livro

Dando continuidade ao Clube do Livro do Rotary Club de Uberlândia Cidade Jardim, o companheiro Diógenes presenteou o companheiro Valdelino com um clássico da administração nacional, Virando a Própria Mesa.

Que o companheiro Valdelino faça um bom proveito dos ensinamentos contidos no livro em seus negócios.

Companheirismo da semana

Datas comemorativas:
11/08 – Dia do advogado
11/08 – Dia do direito
11/08 – Dia do magistrado
11/08 – Dia da instituição dos cursos jurídicos no Brasil
11/08 – Dia do garçom
12/08 – Dia dos pais
13/08 – dia do economista

Aniversários:
13/08 – Aniversário da Maria Conceição, esposa do companheiro Mauro

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Curiosidade

Hoje é Dia da Bomba Atômica. No dia 6 de agosto de 1945, a cidade japonesa de Hiroshima foi a primeira vítima da guerra nuclear. O piloto Paul Tibbets, no comando de um avião B-29, batizado de Enola Gay em homenagem à sua mãe, recebeu ordens dos Estados Unidos de detonar a primeira bomba atômica. O número de mortos e feridos chegou a cem mil. Para saber mais sobre a Segunda Guerra Mundial.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Vamos rir 03

Uma loira foi ao zoológico.
Ao chegar perto da jaula do leão, ela viu uma placa: "Cuidado com o leão".
Mais à frente, outra jaula, outra placa: "Cuidado com o tigre".
Mais à frente: "Cuidado com o urso".
Depois chega a uma jaula que está vazia e lê: "Cuidado! Tinta fresca".
Desesperada, a loira sai correndo aos gritos:
— Gente! Socorro! Tinta fresca fugiu! O tinta fresca fugiu

O Açougueiro Careiro
A dona de casa falando com o açougueiro:
— Quanto está o quilo da carne de segunda?
— Quatro e oitenta e cinco!
— Credo, que roubo! O senhor não tem coração?
— Tenho sim, dona! Tá quatro e cinqüenta!


O Mecânico e o Cirurgião
Um mecânico está desmontando o cabeçote de um carro quando ele vê na oficina um cirurgião cardiologista muito conhecido e diz:
— Ô, dotô! Posso te fazer uma pergunta?
— Claro... Pode falar...
— Dotô... Dá uma olhada nesse motor. Eu abro o coração, tiro válvulas, conserto, ponho de volta e fecho novamente... Quando eu termino, ele volta a trabalhar como se fosse novo!
— Por que eu ganho tão pouco e o senhor tanto, se o nosso trabalho é quase o mesmo?
O cirurgião dá um sorriso, se inclina e fala baixinho ao mecânico:
— Tente fazer isso com o motor funcionando!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Companheirismo da semana

Datas comemorativas:
05/08 – Dia nacional da saúde – Finalidade de promover a educação sanitária e despertar no povo, a consciência do valor da saúde
12/08 – Dia dos Pais


Aniversários:
31/07 – Aniversário do Jonathan Alves, filho do companheiro Valdelino
04/08 – Aniversário do companheiro Mauro Janotti

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Para umentar os donativos para obras de caridade

Para aumentar o volume de donativos para obras de caridade, apele para o coração, e não para a mente
Fonte: http://www.wharton.universia.net/.

Vamos fazer um teste muito popular. Leia os dois parágrafos a seguir e depois escolha aquele que toca mais de perto seu coração:

A) Todo dinheiro que você doar irá para Rokia, uma menina de sete anos de Mali, na África. Rokia é extremamente pobre e vive constantemente ameaçada pela fome, podendo até morrer por causa dela. A vida de Rokia mudará para melhor se você fizer um donativo. Com sua ajuda, e a ajuda de outros benfeitores igualmente solícitos, a organização Salve as Crianças trabalhará com a família de Rokia e com outros membros de sua comunidade que ajudarão a alimentá-la e a educá-la, além de proporcionar a ela cuidados médicos básicos.

B) A escassez de alimentos no Malauí afeta mais de três milhões de crianças. Na Zâmbia, a ausência prolongada de chuvas resultou em uma queda de 42% na produção de milho de 2000 até hoje. Conseqüentemente, cerca de três milhões de zambianos estão ameaçados pela fome. Quatro milhões de angolanos — um terço da população — se viram obrigados a deixar suas casas. Mais de 11 milhões de etíopes necessitam de assistência alimentar imediata.

Se você escolheu a opção A, sua escolha coincidiu com a da maior parte das pessoas que fizeram o teste, de acordo com um novo estudo de Deborah Small
, professora de Marketing da Wharton, em parceria com dois outros colegas. Os pesquisadores descobriram que se as organizações quiserem levantar capital para uma obra de caridade, é muito melhor apelar ao coração do que à mente. Em outras palavras, os sentimentos, e não o pensamento analítico, é que motivam as doações.

Rokia é o que os pesquisadores acadêmicos chamam de “vítima conhecida”. Como tal, sua história pessoal, que enfatiza exclusivamente sua situação, e não a de outras vítimas da fome, tem muito mais chance de angariar doações do que descrições mais frias de “vítimas estatísticas” sem nome, como as do parágrafo B, informa Small.

O fato de as pessoas preferirem contribuir para vítimas conhecidas, como Rokia, a contribuir para vítimas da fome cujo nome desconhecem não é de forma alguma surpreendente. Contudo, Small e seus colegas realizaram uma série de experiências de campo e analisaram em profundidade a questão da solidariedade e de que modo ela se relaciona à contribuição para obras assistenciais. Os pesquisadores descobriram que se as pessoas tiverem informações sobre o caso concreto de uma vítima conhecida, além de dados estatísticos sobre vítimas em situação semelhante de doença, fome ou abandono, as doações, de modo geral, tendem a diminuir. Além disso, constataram que se as pessoas forem informadas sobre os níveis de discrepância de solidariedade suscitados pelas vítimas conhecidas e pelas vítimas das estatísticas — uma situação que caracteriza o “efeito da vítima conhecida”, de acordo com os pesquisadores —, as pessoas diminuem sua doação para as vítimas conhecidas, mas não aumentam a contribuição para as vítimas das estatísticas.

Small observa que as descobertas — com implicações para os gestores de políticas, órgãos ou pessoas encarregadas de levantar fundos para obras de caridade e até mesmo agências de notícias que pedem doações para as vítimas de tragédias — mostram que a solidariedade e as doações feitas quase nunca seguem um padrão racional.

“Quando fazem doações para causas assistenciais, as pessoas não avaliam de forma coerente as vidas em jogo”, observam Small e os demais autores, George Loewenstein, da Universidade Carnegie Mellon, e Paul Slovic, da Decision Research, uma empresa de pesquisas sem fins lucrativos de Eugene, no Oregon. “O dinheiro se concentra, com freqüência, em uma única vítima, embora um número maior de pessoas pudesse ser ajudado se os recursos fossem distribuídos ou gastos na proteção de vítimas futuras.”

Em muitos casos, a sociedade “estaria em situação bem melhor se os recursos fossem aplicados onde seu efeito resultasse no maior bem possível”, diz um estudo intitulado “Solidariedade e insensibilidade: o impacto do pensamento refletido sobre as doações a vítimas conhecidas e vítimas de dados estatísticos
.” Contudo, ao decidir doar dinheiro para uma causa, “a maior parte das pessoas provavelmente não calcula o benefício que resultará de sua doação. Pelo contrário, as escolhas são feitas intuitivamente, com base em reações afetivas espontâneas”.

O estudo cita diversos exemplos bem conhecidos de grandes somas doadas para auxiliar vítimas conhecidas. Em 1987, uma criança chamada Jessica McClure, apelidada de “Baby Jessica” pelos meios de comunicação, caiu em um poço perto de sua casa, no Texas, e recebeu cerca de 700.000 dólares em donativos do público. Ali Abbas, um garoto que perdeu os braços e os pais na Guerra do Iraque, em 2003, ganhou a atenção generalizada da mídia na Europa e recebeu cerca de 550.000 dólares em donativos. Até mesmo animais geram um clima de solidariedade: em 2002, mais de 48.000 dólares foram doados para o resgate de Forgea, um cão abandonado a bordo de um navio à deriva no Oceano Pacífico.

Porcentagens x valores absolutos
Por que as vítimas conhecidas despertam tantas emoções — e geram tantos dólares em doações? De modo geral, a pesquisa psicológica constatou que “as pessoas prestam mais atenção e têm reações emocionais mais fortes diante de informações mais vívidas do que outras menos expressivas”, observa Small, formada em psicologia. Além disso, a mente responde às porcentagens, e não a valores absolutos. “É por isso que engolimos em seco quando vemos liquidações de até 50%, pouco importa se o preço original era 5 ou 500 dólares”, acrescenta. De igual modo, salvar dez vidas em um grupo de 100 é um percentual elevado e, por isso mesmo, suscita uma resposta emocional mais contundente do que salvar dez vidas em um milhão. Uma vitima conhecida configura então um caso extremo. No momento em que a vítima é identificada, ela se torna seu próprio referencial — havia apenas uma Baby Jessica a salvar — e por isso o nível de solidariedade nesse caso foi maior.”

Small e os demais autores chegaram às suas conclusões depois de fazer uma série de quatro experiências de campo com a participação de cidadãos comuns. Os pesquisadores deram a cada pessoa cinco dólares em notas de um dólar. Em seguida, pediram a elas que lessem uma carta em que havia um pedido de ajuda financeira para uma obra assistencial que ia de zero a cinco dólares. A contribuição seria colocada anonimamente em um envelope.

As experiências tinham como objetivo incentivar o pensamento “racional” no momento em que as pessoas decidissem quanto doariam para as vítimas conhecidas e desconhecidas — isto é, vítimas de levantamentos estatísticos. Em uma das experiências, por exemplo, as pessoas eram informadas sobre o efeito da vítima conhecida antes de fazer o donativo. Em outra, os pesquisadores forneciam estatísticas sobre as vítimas juntamente com um pedido de doação para uma vítima conhecida.

A conclusão das quatro experiências foi que as pessoas demonstravam uma generosidade maior quando eram convidadas a fazer uma doação para uma vítima conhecida na ausência de um pensamento analítico “racional”. Quanto mais informações estatísticas as pessoas recebiam sobre a situação geral de um grupo de indivíduos, menos generosas elas se mostravam. Contudo, o pensamento baseado na emoção não foi capaz de incrementar o nível de generosidade das vítimas de estatísticas. “É fácil suplantar os sentimentos das pessoas dando a elas informações estatísticas”, assinala Small. “Mas não é tão fácil agregar sentimentos onde eles não se encontravam anteriormente. Os seres humanos sentem dificuldade de se emocionar diante de estatísticas.”

Uma descoberta positiva e sutil foi a de que os cidadãos comuns, ao serem informados sobre o efeito da vítima conhecida, pelo menos se mostravam mais coerentes em relação aos dois tipos de vítimas. No entanto, as experiências de campo mostraram que fornecer informações estatísticas às pessoas tinha um efeito nocivo sobre a solidariedade de modo geral, uma vez que as pessoas davam menos para as vítimas conhecidas, mas não aumentavam sua contribuição para as vítimas das estatísticas.

“O conhecimento da situação, nesse caso, parece gerar a insensibilidade”, observam os pesquisadores. “Sob alguns aspectos, essa conclusão parece bem fundamentada. Diante de um quase desastre de qualquer magnitude, é quase sempre possível pensar em coisas piores que já aconteceram ou que estejam acontecendo atualmente no mundo. As mortes (2.973) do 11 de setembro, por exemplo, comparadas com o massacre em Ruanda (estimado em cerca de 500 mil a um milhão de pessoas)”, parecem ter menos impacto. Todavia, o massacre de Ruanda “torna-se menos gritante em face do problema da aids na África. Raciocinar analiticamente sobre os problemas pode sufocar a solidariedade diante de desastres em escala menor sem com isso, observam os pesquisadores, resultar em mais preocupação com os desastres em larga escala”.

Os pesquisadores, porém, reconhecem que essa interpretação tem suas limitações. É possível, dizem, que o raciocínio refletido e racional, em alguns casos, conduza a um número maior de atitudes positivas em relação às obras de caridade. “Em oposição à diferença entre vítimas conhecidas e vítimas estatísticas”, dizem, “observamos com freqüência pouca solidariedade não refletida pelas vítimas necessitadas de outros países, ou de raças diferentes, ou de status socioeconômico diferente. Entretanto, se refletirmos sobre sua situação, é provável que reconheçamos sua necessidade. Em tais casos, supomos, as intervenções que incentivem o pensamento refletido como os apresentados nos quatro estudos [...] podem culminar em mais generosidade, em vez de menos”.

As obras de caridade necessitam de uma mensagem convincente
Que implicações o estudo de Small tem para as organizações de caridade? “É preciso elaborar uma mensagem simples e de conteúdo emocional convincente”, diz a pesquisadora. “A melhor maneira de fazê-lo é por meio de uma imagem ou de uma história, algo que toque diretamente as emoções. O erro que muitas entidades sociais cometem é o de tentar apelar tanto à emoção quanto à razão. Elas acreditam que esse procedimento seria mais eficaz do que apelar apenas para um ou outro, mas não é.”

Embora reconheçam que as doações poderiam ser distribuídas de forma mais eficiente entre as vítimas mais desesperadas se os doadores não tomassem decisões movidos tanto pelas emoções, os pesquisadores não criticam as pessoas que desejam ajudar quando movidas por um sentimento de solidariedade.

“Embora o dinheiro gasto com Baby Jessica e com Ali Abbas pudesse ter salvo mais vidas, teoricamente, se fosse mais igualmente distribuído, a ausência do efeito da vítima conhecida poderia ter reduzido drasticamente o ímpeto de doar”, observam. “Portanto, embora a existência de uma vítima conhecida possa distorcer um pouco a alocação da ajuda, seu impacto gera um volume maior de ajuda do que qualquer outro tipo de situação. As entidades de assistência social sabem disso, pelo menos implicitamente, quando recorrem a um pôster com a imagem de uma criança sem sempre que querem angariar doações para uma causa qualquer.”